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Edição 977 - Já nas bancas!
29/01/2016

Afogamento em Irati nos leva a lembrar cuidados a serem tomados neste verão

No último domingo, 24, o momento de lazer de uma família acabou se tornando uma tragédia em Irati. Um homem, de 33 anos, morreu afogado em uma chácara há cerca de dois quilômetros do Colégio Florestal.

Afogamento em Irati nos leva a lembrar cuidados a serem tomados neste verão

No último domingo, 24, o momento de lazer de uma família acabou se tornando uma tragédia em Irati. Um homem, de 33 anos, morreu afogado em uma chácara há cerca de dois quilômetros do Colégio Florestal.

João Lauredir Rodrigues era morador da Vila Matilde. O corpo da vítima foi localizado somente duas horas e meia depois da imersão, numa profundidade de aproximadamente dois metros. Bombeiros de Irati usaram equipamento próprio de mergulho para entrar no tanque. Segundo familiares, João entrou no tanque para nadar por volta das 12h30. 

O incidente ocorreu no local onde o cunhado da vítima trabalha. João, seu irmão e familiares foram até o lugar para passar o domingo. De acordo com relato do irmão da vítima, João teria ingerido bebida alcoólica antes de entrar na água.

Para a tenente do Corpo de Bombeiros de Irati, Carla Spak, o caso pode ser tratado como negligência, mas também como falta de experiência ou conhecimento nas consequências em entrar em lagos, rios, cachoeiras, sem saber nadar ou após ter ingerido alimentos ou até mesmo bebida alcoólica. “Como o afogamento ocorreu logo após o almoço, de domingo ainda, onde a probabilidade de uma maior ingestão alimentar possa ter contribuído para o afogamento do senhor Lauredir”, explica.

A tenente comenta que durante todo o verão há uma maior incidência de afogamentos. “Há um número maior de pessoas de férias e com o aumento da temperatura acabam procurando locais para refrescarem-se e aproveitar seu descanso”, diz.

Cuidados

A tenente Carla ressalta que se as pessoas forem para o litoral, o correto é sempre buscar lugares onde haja a proteção por guarda-vidas, e solicitando a eles o local mais adequado para poder banhar-se com tranquilidade, desde que não ultrapasse as áreas de segurança.

Para as pessoas que não sabem nadar ou que nunca o fizeram no mar, a tenente aconselha ter em mente que o ambiente é diferente e que o cuidado deve ser redobrado. 
Já para as pessoas que fazem uso de embarcações, Carla ressalta que é preciso estar sempre equipado com coletes. “Também devem ter ciência que, no caso da embarcação virar, suas roupas pesarão e terão que fazer mais força para nadar até um local seguro. Muitos acidentes acontecem por este fato, as roupas utilizadas muitas vezes em pescarias são mais grossas o que dificulta mais a natação”, ressalta.

Medidas a serem tomadas

Ao se deparar com uma pessoa sofrendo afogamento, a tenente Carla explica que é preciso acionar um socorro o mais rápido possível e tentar alcançar para a vítima objetos que a mantenham  flutuando, ou uma corda onde a vítima possa se amarrar e ser trazida com segurança até um local seguro ou seja mantida até a chegada do socorro. “Se não souber nadar ou não tenha boa prática jamais tente acessar a vítima, pois, no desespero, muitas vezes acabam perecendo os dois”, alerta a tenente. 
Carla ainda ressalta que ao retirar a vítima da água é preciso mantê-la lateralizada sob o lado direito, e se possível aquecê-la. “Não dar nada para ela ingerir, pois pode agravar o seu estado, e esperar a chegada do socorro”, conclui.

 

Algumas dicas ao entrar na água:
- Conhecer se o local oferece segurança;
- Não ingerir alimentos antes de entrar na água;
- Não ingerir bebidas alcoólicas antes de entrar na água;
- Em embarcações estar sempre de colete;
- Nas praias procurar locais em que haja a presença do guarda-vidas;
- E lembrar-se do lema do Corpo de Bombeiros: "Água no umbigo, sinal de perigo".

 

Texto: Ana Paula Schreider

Fotos: Tadeu Stefaniak/Najuá

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