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Edição 1135 - Já nas bancas!
16/04/2019

Dengue: possibilidade de contaminação massiva assusta Irati

Dengue: possibilidade de contaminação massiva assusta Irati

Aquilo que se temia desde o final do ano passado foi confirmado nesta semana pelo Governo do Estado do Paraná: Irati é oficialmente um dos municípios paranaenses em que um paciente contraiu a doença da dengue dentro dos limites do município.

Até então, Irati possuía apenas um caso importado, onde um paciente iratiense contraiu a doença em Rondônia e quando voltou para Irati, começou a apresentar os sintomas.

Mas agora é diferente. Segundo a Secretaria de Saúde, esse novo paciente não realizou nenhuma viagem, isto é, não saiu de Irati recentemente. O fato se caracteriza dentro do que se chama de caso autóctone, quando o paciente contrai a doença no local onde mora.

Isso tudo significa que o vírus da dengue está circulando na região. E isso torna o caso de Irati mais preocupante do que já era. Atualmente, o município contabiliza mais de 400 focos do mosquito que transmite a dengue. Com a circulação do vírus e a alta propagação do mosquito na cidade, a possibilidade de uma contaminação em massa é algo que realmente pode acontecer.

Para que esse pior cenário não aconteça, a prefeitura de Irati tem tomado várias medidas. Desde o mês passado, estão sendo multados os moradores de residências que não atendem agentes de endemias ou residências que tenham algum foco do mosquito de dengue.

Já nesta semana, na quarta-feira (10), foi realizado o Dia D, onde um mutirão foi formado para recolher o lixo acumulado no município. O resultado foi mais de 40 toneladas de lixo que foram recolhidos e serão agora destinados de forma correta.

O sucesso do Dia D só foi possível porque duas partes da sociedade conseguiram funcionar de forma ideal: o poder público, recolhendo o lixo, e a população, que separou os materiais para que fossem recolhidos.

É essa parceria que precisa urgentemente continuar para que a situação de Irati não piore. Se houver a colaboração de todos, ainda há tempo de combater o mosquito e evitar que a doença se espalhe a ponto de virar uma epidemia.