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Edição 1080 - Já nas bancas!
12/09/2018

Ex-governador Beto Richa é preso e Joel Malucelli tem prisão decretada

Prisão ocorreu em virtude de operação do Gaeco, que também determinou que fossem presos familiares e ex-secretários de Richa, além de empresários. Ex-governador também é alvo da Lava Jato

Ex-governador Beto Richa é preso e Joel Malucelli tem prisão decretada

 

O ex-governador do Paraná, Beto Richa, foi preso temporariamente na manhã desta terça-feira (11) em Curitiba. No mesmo dia, também foram presos sua esposa Fernanda Richa, ex-secretários e empresários – ao todo foram quinze mandados de prisões expedidos pela justiça. Joel Malucelli, um dos empresários mais influentes do Paraná, também teve sua prisão decretada, mas o mandado não foi cumprido porque ele estava em viagem à Europa. Dono da empreiteira J. Malucelli, ele também possui várias empresas de comunicação, é suplente do senador Álvaro Dias, sogro do candidato a governador do Paraná João Arruda e primo do candidato a vice-governador na chapa de Cida Borghetti.

As prisões ocorreram em virtude de duas operações diferentes e que não possuem correlação:  A Operação Rádio Patrulha, do Gaeco,  e Operação Piloto - 53ª fase da Lava Jato.

As investigações ocorreram de forma independente e, segundo a Polícia Federal, o cumprimento das decisões judiciais ocorreu no mesmo dia de forma coincidente.

Gaeco

O ex-governador foi preso em virtude da operação Rádio Patrulha feita pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná. A operação cumpriu 15 mandados de prisão temporária e 26 mandados de busca e apreensão em Curitiba, Londrina, Santo Antônio do Sudoeste e Nova Prata do Iguaçu.

Nesta operação, o alvo de investigação é o programa Patrulha do Campo. A investigação apura indícios de direcionamento de licitação entre 2012 e 2014 para beneficiar empresários e pagamento de propina a agentes públicos, além de lavagem de dinheiro e obstrução da Justiça.

De acordo com Leonir Batisti, coordenador do Gaeco, as investigações estão em sigilo e, por isso, não é possível saber mais detalhes sobre os motivos que levaram às prisões. Ele disse, apenas, que os mandados tinham como fim preservar “os interesses da investigação”.

Os mandados de prisão temporária foram contra: Beto Richa; Fernanda Richa; Pepe Richa;  Deonilson Roldo – ex-chefe de gabinete do ex-governador;  Ezequias Moreira – ex-secretário de cerimonial de Richa; Edson Casagrande – ex-secretário de Assuntos Estratégicos do Paraná e empresário da Terra Brasil. Não teve o mandado cumprido;  Luiz Abib Antoun – primo do ex-governador; Celso Frare – empresário da Ouro Verde;  Aldair W. Petry; Dirceu Pupo - contador; Emerson Cavanhago; Robinson Cavanhago; Túlio Bandeira; André Felipe Bandeira. Não teve o mandado cumprido;  Joel Malucelli – empresário da J. Malucelli e proprietário do grupo Band, da BandNews, da CBN e do Metro Jornal, em Curitiba. Não teve o mandado cumprido. As prisões valem por cinco dias.

Lava Jato

A outra operação realizada pela Polícia Federal  faz parte da 53ª fase da Lava Jato. Nesta operação, denominada Operação Piloto, 180 policiais federais cumpriram 36 ordens judicias nas cidades de Salvador/BA, São Paulo/SP, Lupianópolis/PR, Colombo/PR e Curitiba/PR. A casa do ex-governador foi um dos locais onde houve mandado de busca e apreensão.

De acordo com a Polícia Federal, a suspeita é que tenham ocorrido pagamentos, em 2014, por parte do Setor de Operações Estruturadas do Grupo Odebrecht aos investigados visando um possível direcionamento do processo licitatório para investimento na duplicação, manutenção e operação da rodovia estadual PR-323 na modalidade parceria público-privada.

Em nota para imprensa, a defesa de Beto Richa disse que ainda não teve acesso à investigação.

Texto: Da Redação/Hoje Centro Sul

Foto: Arquivo/Hoje Centro Sul e Divulgação/TSE

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