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Edição 1099 - Já nas bancas!
21/12/2017

CMDCA promove curso para combate ao abuso sexual

CMDCA promove curso para combate ao abuso sexual

Nos dias 13 e 14 deste mês foi realizado na Associação dos Servidores Públicos Municipais de Irati (ASPMI), um curso de formação para os atores do Sistema de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescentes.

O curso, promovido pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, em parceria com a Secretaria Municipal de Assistência Social e Rede de Proteção às Pessoas em Situação de Violência, teve por objetivo repassar técnicas de abordagem a crianças e adolescentes em situação de violações de direitos, em especial a violência sexual.

A capacitação foi ministrada pela advogada Leolina Cunha, apresentando importantes temas como o diagnóstico do abuso sexual, fluxos e encaminhamentos para a proteção e atendimento da vítima, e protocolos para a abordagem e entrevistas das crianças e suas famílias.

Participaram do treinamento 80 profissionais de órgãos públicos e instituições não governamentais das áreas de educação, saúde, assistência social, judiciário, conselheiros tutelares e conselheiros dos direitos da criança e do adolescente dos municípios de Irati, Inácio Martins, Guamiranga, Fernandes Pinheiro, Rio Azul e Teixeira Soares.

Brasil e a triste estatística

Apenas em 2016, foram 17,5 mil casos registrados de violência sexual contra crianças e adolescentes, através do “Disque 100”. A maior parte das denúncias, quando elas se concretizam, é referente aos crimes de abuso sexual (72%) e exploração sexual (20%). As demais são geralmente relacionadas a outras violações como pornografia infantil, sexting, grooming, exploração sexual no turismo, estupro.

O mesmo “Disque 100” recebeu, em 2015 e 2016, 37 mil denúncias do crime com pessoas de até 18 anos. A maioria das vítimas eram meninas

No Brasil, 95% dos casos desse tipo de violência são praticados por pessoas conhecidas das crianças. Em 65% dos casos há a participação de pessoas do próprio grupo familiar.

O agressor normalmente possui um perfil sedutor e costuma se beneficiar do vínculo de confiança e relação afetiva que já possui com a criança, envolvendo-a de uma maneira com que faça acreditar de que se trata de uma brincadeira, um jogo ou uma manifestação de carinho especial, por ela ser privilegiada.

Texto/Fotos: Assessoria PMI

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