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Edição 982
16/06/2017

Irati e Teixeira Soares continuarão vacinando contra a gripe

Irati e Teixeira Soares continuarão vacinando contra a gripe

Dos nove municípios de abrangência da 4ª Regional de Saúde, Irati e Teixeira Soares ainda não conseguiram alcançar a meta de 90% de cobertura dos grupos prioritários na Campanha Nacional de Vacinação Contra a Influenza terminada na última sexta-feira (09). Na região, a cobertura total chegou a 88,57%.

De acordo com o Ministério de Saúde, o Paraná atingiu 89,5% do público-alvo que abrange 2,3 milhões de pessoas. Ao todo, foram vacinados 2,8 milhões de pessoas, incluindo os grupos com indicação para a vacina, como população privada de liberdade, funcionários do sistema prisional e pessoas com comorbidades, além da população que não faz parte de nenhum desses públicos prioritários. No país a cobertura chegou a 82,5%.

Mesmo com a cobertura de mais de 80%, a 4ª Regional de Saúde continua em alerta, especialmente porque a região já registrou um caso de morte por H1N1 em Imbituva. A região ainda conta com outros três casos da doença confirmados de H1N1, dois em Imbituva e um em Irati.

Por isso, a decisão é que mesmo encerrada a campanha os principais grupos ainda deverão ser atingidos. “A população dos grupos prioritários ainda está sendo alcançada. Enquanto não atingir os 90% de cada grupo, a intensificação vai continuar. A gente vai fazer busca ativa, principalmente naqueles municípios que ainda não atingiram a meta”, destaca a chefe da Seção de Vigilância epidemiológica da 4ª regional, Cleusimara Tumas.

Na última quinta-feira (08), o Governo do Paraná estendeu a lista de grupos prioritários que devem receber a vacina. Estão incluídos nesta nova lista cobradores e motoristas de transporte coletivo, cuidadores de pessoas acamadas e vulneráveis e moradores de rua.

No entanto, a orientação é que os municípios que ainda não atingiram a meta dos primeiros grupos prioritários procurem atingir essa meta, e somente após cumpri-la que os outros grupos poderão ser vacinados. “Desde que eu consiga garantir isso eu posso abrir para mais pessoas porque nós não temos vacina para toda a população do Paraná. Isso nem no nível do país. Nós temos uma quantidade pequena de vacina que é o que sobrou do nosso saldo. Então, a Comissão de Infectologia do Paraná verificou quais os grupos vulneráveis que a gente conseguiria alcançar com esse pouco de vacina que sobrou. Vamos fazer o melhor com o pouco que a gente tem”, explica Cleusimara.

Dificuldades

A maior dificuldade continua sendo vacinar os grupos de idosos e crianças de seis meses a menos de cinco anos. Um dos exemplos é Irati, onde os dois grupos que não conseguiram alcançar a meta de 90%. As crianças tiveram uma cobertura vacinal de 75,40% e os idosos, 84,56%. Ao todo, a cobertura vacinal do município ficou em 82,43%.

“Nosso maior calo são as crianças e os idosos, os demais grupos a gente conseguiu atingir, mas as crianças e idosos ainda tem muita gente a ser vacinada”, comenta a coordenadora da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde de Irati, Denise Homiak Fernandes.

A chefe da 4ª Regional, Jussara Aparecida Kublinski explica que há dificuldade em convencer principalmente os idosos. “Nós temos que orientar os municípios para que consigamos atingir a meta dos grupos prioritários. Mas está difícil pelo fato de não quererem se vacinar. O grupo de idosos que está muito difícil, está muito resistente”, disse.

A falta de informação também é um das dificuldades enfrentadas pela equipe de saúde, tanto entre idosos, quanto em crianças. “A gente percebe que talvez a falta de informação sobre os benefícios da vacina, os vírus dos quais a vacina protege, alguns boatos sobre algum evento adverso da vacina que já foram esclarecidos, mas que talvez algumas dessas pessoas ainda não têm conhecimento porque alguns boatos existiram, principalmente no início da campanha e sabe-se que tudo que houve não teve relação com a vacina, então talvez isso dificultou um pouco”, disse Cleusimara.

Outra dificuldade está entre as estruturas das equipes de saúde dos municípios. Segundo Jussara, quanto mais bem estruturado, mais possibilidade o município tem de cumprir a cobertura vacinal. Por isso, ela se reuniu com os gestores da região para orientar a necessidade de aumentar as equipes de agentes de saúde. “Nós tivemos uma conversa com o prefeito de Irati e surtiu muito efeito. Ele já pediu a contratação de 40 ACS para justamente isso, para trabalhar nessa prevenção. Muito bom ele entender que realmente ele precisa dessa busca, precisa desse pessoal realmente que vai até as famílias”, comenta Jussara.

Vacina contra Influenza

A vacina contra Influenza protege contra três tipos de vírus: A/H1N1; A/H3N2 e influenza B. Como os vírus sofrem mutação todo ano é necessário que a imunização ocorra anualmente. Quem pertence a algum grupo prioritário poderá receber a vacina gratuitamente em qualquer unidade de saúde.

Tem prioridade para receber vacina: idosos, crianças de seis meses a menos de cinco anos, gestantes, puérperas, trabalhadores de saúde e professores. Fazem parte do segundo grupo prioritário: moradores de rua, cobradores e motoristas de transporte coletivo e cuidadores de pessoas acamadas ou vulneráveis.

O Paraná não deverá ampliar a vacinação para toda a população devido à quantidade reduzida de doses.

Prevenção

Além da vacinação há outras maneiras de se prevenir:

- Lavar a mão diversas vezes ao dia – pode ser usado o sabonete comum ou álcool com concentração 70%, se preferir

- Cobrir o nariz e a boca ao tossir e espirrar

- Evitar tocar o rosto

- Não compartilhar objetos de uso pessoal

- Evitar locais com aglomeração de pessoas.

Texto/Foto: Karin Franco/Hoje Centro Sul