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Edição 991 - Já nas bancas!
20/04/2017

Transplante de coração marca o domingo de Páscoa no Paraná

Familiares de um jovem de 18 anos que morreu devido a um acidente de moto, que residem em Prudentópolis autorizaram a doação. O órgão foi captado em Ponta Grossa e levado de helicóptero para Curitiba, onde o transplante ocorreu

Transplante de coração marca o domingo de Páscoa no Paraná

No domingo de Páscoa (16), à tarde, a equipe da Central Estadual de Transplantes (CET/PR) da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná dedicou-se para encurtar a espera  de uma senhora de 50 anos por um transplante de coração. 

O órgão foi doado pela família de Henrique Daniel Schran, de 18 anos, que sofreu um acidente de moto no dia 07 de abril e permaneceu na UTI do Hospital Bom Jesus, em Ponta Grossa, até ter morte cerebral na noite de sábado (15). O pai de Henrique, Vanderlei Scharan, morador de Prudentópolis, autorizou a doação dos órgãos do filho.

O coração, fígado, rins e tecidos ósseos foram captados por equipe médica especializada, que seguiu para o Hospital Bom Jesus após a Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos – CIHDOTT ter notificado a Central Estadual de Transplantes sobre o doador.   

A Casa Militar do Governo do Paraná disponibilizou um helicóptero do Batalhão de Polícia Militar de Operações Aéreas para fazer o transporte necessário.  Chegando ao local da captação em Ponta Grossa, a equipe médica realizou o procedimento cirúrgico e o coração foi transportado para a capital do estado. A aeronave pousou no heliponto do Shopping Estação e o órgão foi levado de viatura para a Santa Casa de Curitiba, onde a senhora que necessitava do coração já estava aguardando na sala de cirurgia.

O transplante de coração realizado no domingo de Páscoa foi possível graças à solidariedade da família Schran e a atenção especial à saúde que tem sido dada pelo governo Beto Richa. A Secretaria de Estado da Saúde valoriza o trabalho da Central Estadual de Transplantes, oferecendo toda a infraestrutura necessária para a rápida captação,  transporte e triagem de receptores de órgãos.  

De acordo com a CET/PR, todo o processo deve ser feito em um curto espaço de tempo, pois entre a retirada do órgão do doador e o transplante no paciente, em alguns casos, não pode ultrapassar 4 (quatro) horas, como por exemplo, o transplante de coração.

Como é feito um transplante

Após ser diagnosticada a morte encefálica no hospital e a família autorizar a doação, a CET/PR é notificada pela – Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos – CIHDOTT sobre a existência de possível doador. Com isso, a Central emite por sistema informatizado a listagem de potenciais receptores - ranking - e mobiliza uma equipe médica especializada para a retirada dos órgãos e tecidos.

Se a retirada ocorrer em cidade diversa de onde está a equipe médica a CET/PR entra em contato com a Casa Militar do Governo do Paraná, que prontamente organiza o transporte aéreo.
Chegando ao local da captação, a equipe realiza o procedimento, informa a CET/PR e direciona o transporte dos órgãos e tecidos para o local onde o transplante será realizado. 

Da Redação / Hoje Centro Sul

Fotos: Casa Militar/PR

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