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Edição 946 - Já nas bancas!
01/03/2017

Irati discute projeto de Selo de Qualidade para agroindústrias

Nesta terça-feira (21), aconteceu na prefeitura uma reunião para discussão de boas práticas para a agroindústria, que valorizem o produto artesanal local e regional. A proposta, apresentada pela Regional Centro do Sebrae, de Guarapuava, propõe a criação de um Selo de Qualidade de Alimento Artesanal para micro e pequenas empresas que se enquadrem às normas exigidas, e que identifiquem o produto dentro do mercado.

O consultor de Agronegócios da Regional Centro do Sebrae, Fernando Pizani, esclareceu os detalhes do que seria um projeto piloto para o município, mas que poderia agregar a região, a exemplo do que já ocorre em outros pólos do Paraná.

“Podemos desenvolver um selo/marca regional para valorizar os produtos que são daqui e têm qualidade, buscando fomentar a economia local. Dentro deste conceito, na nossa regional, já temos cerca de 70 agroindústrias inseridas neste programa desde 2015”, declarou Pizani.

O secretário municipal de Agropecuária, Abastecimento e Segurança Alimentar, Raimundo Gnatkowski, comentou que “Irati tem um enorme potencial na área da agroindústria, mas com peculiaridades próprias, como é o caso da cerveja caseira, por exemplo, que já viveu altos ciclos de procura e comercialização”.

No âmbito regional, o secretário comentou que a administração pretende reunir os secretários de agricultura dos demais municípios e apresentar esta ideia de forma ampliada. Gnatkowski citou também a Feira de Sabores, inserida na Festa do Pêssego, coordenada pela Emater, como uma excelente oportunidade de exposição dos alimentos artesanais já com este selo.

Como implantar o selo

O consultor do Sebrae explicou que, “para a implantação do projeto do selo de qualidade entre as agroindústrias, 70% dos custos são subsidiados pelo Sebrae, e os 30% restantes ficam como contrapartida da empresa ou do poder público”. O processo de implantação do programa é de seis meses, e um total de 12 meses de acompanhamento.

“É muito importante ressaltar que só vai ser aprovada neste Selo de Qualidade a micro ou pequena empresa que se adequar e tiver o mínimo de conformidade, já que a proposta começa por premissas básicas, como impor desde mais qualidade e mais sanidade ao produto, até o aspecto de apresentação do mesmo e sua pesquisa de mercado.

Pizani descreveu rapidamente os pilares que deverão ser seguidos para que eventuais empresas se candidatem ao selo. “Boas práticas, obedecendo a um checklist, onde haja um mínimo de 60% de conformidade para produtos de origem vegetal e 80% para os de origem animal”.

O consultor assegura que a Vigilância Sanitária é quem irá fiscalizar se as regras estão sendo seguidas e se o produtor está apto a ingressar no projeto.

“O segundo passo seria processar a melhoria de gestão, ou seja, como o empresário vai gerir seu negócio, trabalhar fluxo caixa e saber precificar seu produto”, esclarece Pizani.

Melhoria do rótulo e embalagem, a fim de tornar o produto atrativo e deixá-lo com aspecto visual agradável e valorizado, também fazem parte do processo.

“Há ainda a necessidade de prospecção no mercado, e de criar oportunidades para o produto ser exposto a macro empresários, e até mesmo oportunizar a participação destas agroindústrias em feiras”, detalha o consultor.

Na conclusão da reunião, ficou estabelecido que até o dia 09 de março, serão definidas as primeiras empresas que serão sondadas para a primeira etapa de qualificação e candidatas ao Selo de Qualidade.

Participaram da reunião integrantes da Secretaria de Agropecuária, Abastecimento e Segurança Alimentar, da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Emater, Casa do Empreendedor e Vigilância Sanitária.

Texto: Assessoria PMI